terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Pragas avançam com a seca e desafiam indústria do pequi

O brilho do fruto conhecido como ouro do cerrado depende, agora, da boa vontade de São Pedro. Há quatro anos sem chuva, o Norte de Minas sofre com a seca e os efeitos da estiagem sobre a exploração do pequi, típico do cerrado brasileiro. Fonte de renda para cerca de 5 mil famílias da região, a iguaria ganhou clientela no Brasil e no exterior, mas míngua no pé e, de acordo com os agricultores, aumenta o número de pragas na região. Na safra passada, entre novembro e fevereiro, muitos extrativistas perderam cerca de 60% da colheita em razão da crise hídrica. Entidades envolvidas na atividade e produtores pedem a ajuda de pesquisadores na investigação e no controle de doenças que comprometem a tradição do pequi mineiro.

Considerada exploração econômica ambientalmente sustentável, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a cultura do fruto tem importância socioeconômica em toda a cadeia de produção, da coleta, transporte, beneficiamento e comercialização ao consumo, tanto do fruto in natura quanto dos derivados. Em Minas Gerais, o fruto símbolo do cerrado é encontrado em maior quantidade na região de Montes Claros, Norte do estado, com destaque para o município de Janpovar. A espécie é protegida por lei em Goiás, mas, segundo a central de cooperativas de produtores Central do Cerrado, ela vem sendo dizimada, principalmente nas áreas de expansão agrícola.

“O nosso pequi tem aceitação muito boa. É nesta época do ano que saem daqui muitos caminhões com o fruto para Goiás, Bahia, São Paulo”, orgulha-se o agricultor e extrativista Aparecido Alves de Souza, presidente da Cooperativa Grande Sertão e da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária. A preocupação vem dobro neste ano devido ao desempenho já ruim da última safra. “Sofremos há quatro anos com a seca. A nossa colheita na última safra foi bem inferior, e, com certeza, há influência hídrica nisso. Em algumas cidades, como Januária, houve ataque de pragas, e não sabemos o que era, por isso, chamamos as universidades para nos ajudar”, conta.

O extrativista José Antônio Alves dos Santos, coordenador do Programa Pró Pequi de Montes Claros, estima perdas de 60% da colheita. Pesquisadores estudam, agora, o que ocorreu e o tipo de praga que atacou os pequizeiros. “Suspeitamos de que, em algumas cidades da região, foi o besouro que fez o estrago; noutras, o gafanhoto. Não temos certeza de nada”, comenta Santos.

FAMA Enquanto o problema está sendo analisado, o Norte de Minas se esforça para dar ainda mais fama à iguaria. “É um fruto que ainda está restrito a alguns locais, sendo mais comercializado regionalmente”, comenta a agrônoma e assessora da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Adriana Santos Nascimento Pereira.

Entidades ligadas aos coletores da fruta traçam estratégias de divulgação para a iguaria em 2016. “É um fruto que, além de afrodisíaco, tem muita vitamina A e E, e acaba servindo como antianêmico”, destaca Adriana. Ela compara a fama do Pequi à do açaí, já conhecido Brasil afora. “Precisamos fazer com que o fruto do cerrado tenha a mesma força que aquele que veio da Amazônia, por isso a divulgação dele é tão importante”, diz.

Outra ação visa ao ingresso do pequi na merenda escolar do Norte de Minas. “O arroz com pequi pode ser um bom prato para as crianças do Norte e estamos trabalhando nisso”, diz Aparecido Alves de Souza. Ainda que preocupados com o que pode vir pela frente neste período de safra, extrativistas orgulham-se dos ganhos que têm com o pequi. Nesta época do ano, os produtores costumam apurar o maior rendimento. Não existem números precisos sobre a abrangência da coleta e comercialização do fruto. No Norte mineiro, há estimativas de que cerca de 5 mil famílias se dediquem à colheita da fruta.

“Não se trata de um dinheiro que dá para comprar um carro novo, mas é suficiente para a feira durante todo o ano. As minhas netas, por exemplo, ajudam na colheita e, com o que ganham, compram material escolar”, conta Santos.
As famílias ganham, em média, cerca de R$ 2 mil por safra. “Meu cunhado conseguiu, no ano passado, ganhar R$ 30 mil”, revela o coordenador do Programa Pró Pequi. Quando a safra está no começo, como agora, o preço da caixa contendo uma dúzia de frutos, com 25 quilos, é vendida a R$ 50. “À medida em que a safra vai aumentando, o valor diminui, podendo chegar a R$ 15 a caixa”, explica Santos.

Ouro do cerrado nos EUA e Japão

A colheita do pequi, feita à medida em que os frutos caem no chão, tornou-se fonte de trabalho para toda a família. Homens, mulheres e crianças se reúnem, algumas vezes acampando próximo aos pequizais, onde permanecem durante toda a safra. Em várias cidades do Norte de Minas, ocorrem festas da culinária regional para celebrar o fruto.

Antigamente, o pequi só era comercializado durante a safra, mas o período de curta duração deixava catadores sem a sua fonte de renda. A situação dos agricultores na entressafra preocupou pesquisadores do Departamento de Biologia Geral da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Surgiu, então, em 2006, um projeto voltado para o processamento agroindustrial da polpa de pequi e a fabricação de conservas.

Desde então, com a preparação do alimento em conserva (polpa e fruto inteiro), emergiu uma cadeia produtiva do pequi, que ganha outros derivados além das conservas. O consumidor pode apreciar também o molho, a farofa, o óleo, o licor, o doce e até o sorvete de pequi. O fruto compõe, ainda, o cardápio de pratos até então tradicionais. O apreciador pode se sentar em um restaurante e pedir, por exemplo, uma pizza, um crepe ou pasteizinhos de pequi.

EXPORTAÇÃO A polpa do fruto também ganhou outros paladares. Há produtores que já exportaram a iguaria para os Estados Unidos e a Itália. Para 2016, a expectativa é de que, em fevereiro, a delícia chegue ao Japão. “A nossa expectativa é de enviar 3 toneladas para lá”, revela José Antônio Alves dos Santos, coordenador do Programa Pró Pequi de Montes Claros Santos. Porém, a exportação para o outro lado do mundo vai depender das chuvas e do controle das pragas. (LE)




Produtos artesanais do Norte e Nordeste de Minas Gerais são comercializados na 26° Feira Nacional de Artesanato

Começou ontem a 26ª Feira Nacional de Artesanato, a mais importante do seguimento realizada na América Latina. Reunindo toda a expressão do “fazer artesanal”, o evento promove o encontro do produtor com o consumidor, sendo identificado como um projeto cultural, social, econômico e de capacitação e educação para ambos os públicos envolvidos: expositores artesãos e visitantes.
 
O Governo de Minas Gerais, por meio do sistema Sedinor/Idene (Programa Artesanato em Movimento), e da SEDE/Coordenação de Artesanato, em parceria com o SEBRAE/MG, participa deste evento em um espaço coletivo de comercialização, com uma área superior a  220m², onde os artesãos mineiros têm a oportunidade de comercializar seus produtos.
 
O diretor-geral do Idene, Ricardo Campo, esteve no local para prestigiar os artesãos e reafirmou o compromisso de promover o artesanato no Norte e nos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. “O nosso compromisso é criar oportunidades para que os artesãos comercializem seus produtos”, afirma Ricardo.
 
A expectativa é que durante o evento sejam comercializados cerca de R$ 500 mil em produtos, com vendas diretas. Para os artesãos, a feira se tornou uma grande geradora de negócios futuros, garantindo trabalho durante todo o ano.
 
Para o artesão André Rocha, da associação de artesãos “Capitania das Fibras”, do município de Capitão Enéas, as vendas deste ano devem ser melhores do que as do ano passado. “Para o primeiro dia de feira o movimento foi bom, já fizemos contato com lojistas importantes até de outros estados, para negócios futuros. Isso é muito bom”, ressalta o artesão.
 
Durante os seis dias de feira estarão presentes artesãos de 40 municípios da área de abrangência do sistema Sedinor/Idene. (Almenara, Araçuaí, Berilo, Bocaiúva, Capelinha, Caraí, Chapada do Norte, Cônego Marinho, Curvelo, Diamantina, Gouveia, Itinga, Janaúba, Januária, Minas Novas, Montes Claros, Padre Paraíso, Palmópolis, Salinas, Santana do Araçuaí, São Francisco, São João da Ponte, Teófilo Otoni, Turmalina, Veredinha, Manga, Itacarambi, Catuti, Matias Cardoso de Minas, Pai Pedro, Datas, Capitão Enéas, Botumirim, Taiobeiras, Presidente Kubsticheck, Grão Mogol, Jequitinhonha e Governador Valadares).
 
 
Fonte: Sedinor
 
 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Produção de limão no Jaíba em alta


Os investimentos nos tratos culturais, nas certificações e na qualidade dos limões estão trazendo bons resultados para os fruticultores da Associação dos Produtores de Limão do Jaíba (Aslim), no Norte de Minas. Somente em 2015, a produção de limão na região ficará cerca de 30% maior, quando comparado com o ano anterior. Os bons resultados servem de base para novos projetos de investimentos, como a ampliação do galpão exportador e no projeto futuro de uma agroindústria para a produção de óleo essencial.

“Queremos expandir nossa atuação no mercado internacional, por isso vamos investir na ampliação do galpão. Para o futuro, nosso sonho é a construção de uma indústria para a fabricação de óleo essencial, produto que é muito utilizado na produção de cosméticos. É mais uma forma de agregar valor à nossa produção e aproveitar as frutas que são descartadas quando a qualidade não atende nossos padrões ou quando temos uma supersafra”, explica o presidente da Aslim, Randolfo Diniz Rabelo Rabelo.

Em relação ao mercado, os preços pagos pelo limão ao longo desde ano têm sido remunerativos. A lucratividade se deve à menor oferta do produto no mercado nacional, o que foi provocado pela redução da participação de pequenos produtores e doenças registradas nos pomares, principalmente de São Paulo.

“Os pequenos produtores ficaram desestimulados com os preços baixos pagos pelo limão até 2013 e com os gastos necessários para o combate de doenças, como a mancha negra, por isso, nos últimos anos, muitos abandonaram a produção. A redução do número de produtores em Minas Gerais e em São Paulo afetou a safra nacional, que está menor, fator que vem contribuindo para que os preços pagos pela fruta fiquem em patamares mais rentáveis”, ressalta.

Apesar da redução dos pequenos produtores na atividade, a produção de limão na Aslim deve encerrar o ano com alta de 30%, o que vem sendo alcançado pelos tratos culturais adequados e o uso da irrigação, tecnologia que minimizou os efeitos provocados pela estiagem prolongada. Somente neste ano a expectativa é colher entre 11 mil e 12 mil toneladas de limão.

Demanda

Outro fator que vem estimulando os preços é a demanda crescente do mercado mundial pelo limão produzido em Minas Gerais, isso pela associação investir na certificação da fruta. A Aslim conquistou nos últimos anos a certificação Internacional Global Gap (Eurepgap 2006), que é renovado todo ano, e a Ethical certificação de responsabilidade social. A expectativa é, em breve, conquistar também a Fairtrade (Comércio Justo).

De acordo com Rabelo, as exportações mineiras são crescentes e feitas pelas trades instaladas em Minas Gerais e São Paulo. O representante da Aslim estima que da produção total da associação entre 37% e 38% têm como destino o mercado internacional. A fruta embarcada possui qualidade diferenciada e atende a mercados mais exigentes como a Europa e o Oriente Médio.

A exportação é uma opção mais lucrativa e também uma forma de manter a oferta no mercado interno mais equilibrada. Por exigir uma qualidade superior, o mercado internacional paga até 70% a mais pelo limão”.

Uma expansão mais significativa nos embarques esbarra em antigos gargalos, como a infraestrutura precária do País, a má conservação das rodovias e a falta de investimentos em novas rotas para facilitar o escoamento da produção até os portos. Além disso, por ser um produto perecível, os custos com os embarques são mais altos, assim como o risco da atividade.

Exportação garante boa rentabilidade

Apesar de todos os desafios, para o produtor de limão e associado da Aslim (Associação dos Produtores de Limão do Jaíba), no Norte de Minas, Darcy da Silveira Glória, exportar o fruto é uma importante opção para garantir rentabilidade e manter os investimentos na produção. “O preço recebido na exportação é um incentivo para o produtor investir na qualidade. Em média, a produção que atende aos altos padrões de qualidade varia entre 30% a 35% do total e quem exporta melhora a rentabilidade na média anual”.

Ainda segundo Silveira Glória, no atual momento de entressafra do limão, os preços praticados no mercado interno estão bem próximos aos praticados no mercado externo. Em novembro, o saco de 20 quilos de limão é negociado, em média, entre R$ 10 e R$ 12, quando se exporta o valor passa para R$ 14 a R$ 15 reais.

“A exportação é importante para a composição do preço médio anual. No período de safra, quando a oferta local é bem maior que a demanda, os preços pagos ao produtor, em muitos casos, não compensam a colheita e parte do limão é deixada no campo. Neste mesmo período, continuamos a receber até R$ 15 pela exportação de 20 quilos de limão”, disse Silveira Glória.

Fonte: FAEMG

Seca volta a provocar êxodo rural

Após um outubro completamente seco, com o registro de apenas 3.2mm, quando a média pluviométrica para o mês é de 110.5mm, poderá voltar a chover em Montes Claros já a partir desta semana, se as previsões se concretizarem. Comandadas pelo forte efeito do fenômeno El Niño, as mudanças climáticas vêm dando, na linguagem esportiva, um verdadeiro “baile” nos meteorologistas, que fazem seguidas previsões e depois voltam atrás após novas rodadas de pesquisas. Entretanto, a população reza e torce para que desta vez os institutos acertem e o município e todo o semiárido mineiro seja contemplado com as dadivosas precipitações pluviométricas. O Norte de Minas caminha para o quarto ano seguido de estiagem.

 


Por causa da seca, 126 municípios, 73 dos quais do Norte do Estado, estão com decretos de situação de emergência em vigor na Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec/MG). O quadro na região é de melancolia e, de acordo com o escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Montes Claros, cerca de 90% dos rios e lagoas da região secaram ou estão comprometidos. No Relatório Sobre os Efeitos da Seca no Norte de Minas, divulgado no mês passado, mais de 120 mil famílias do meio rural estariam sem água ou sendo abastecidas, precariamente, por caminhões-pipas. Além disso, segundo a Emater, a seca estaria provocando migração em massa para outras regiões.

Os reflexos dos quatro anos de seca rigorosa foram observados na estimativa populacional feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para este ano, com redução do número de habitantes de 15 municípios do Norte de Minas: Fruta de Leite, Gameleiras, Ibiracatu, Indaiabira, Jequitaí, Juvenília, Lagoa dos Patos, Manga, Mato Verde, Montalvânia, Monte Azul, Rubelita, Santa Cruz de Salinas, Santa Fé de Minas e São João da Ponte. Em Montes Claros, os impactos da longa estiagem podem ser verificados nos sacolões e até mesmo nos supermercados, com a falta de vários itens que eram produzidos nas lavouras do município, refletindo também nos preços de muitos produtos, que vêm de outras regiões.

Além disso, o quadro de tristeza pode ser observado em toda a região, em rios inteiros se transformando em cinturões de areia e lajedos. O Rio São Lamberto, em Montes Claros, mais parece uma pista de rali, com “costelas” de lajedos ao longo de seu percurso. “Com 59 anos de idade e há muitos morando aqui, é a primeira vez que vejo este rio seco”, conta o produtor rural João Reis, que tem um sítio na comunidade de Monte Sião. Outro rio que está quase que completamente seco é o Pacuí, que nasce em Montes Claros e deságua no Rio São Francisco, a 150 quilômetros. Para a Emater, esta já é a pior seca dos últimos 80 anos e, mesmo que venha chover bastante nos próximos meses, os impactos ainda serão sentidos por muitos anos.

CHUVAS À VISTA

Outros grandes rios do Norte de Minas também estão virando desertos, entre eles o Jequitaí e o Verde Grande, importantes afluentes do Rio São Francisco. A esperança da população do semiárido é que venha a chover bem a partir deste mês, cuja média pluviométrica histórica é de 211mm. A Somar Meteorologia está prevendo 52mm paras os próximos dias, a começar por 2mm para esta quarta-feira, 3mm para sábado, 11mm no domingo, 14mm no dia seguinte, 12mm na terça-feira e 10mm na quarta. Já o Climatempo está prevendo 35mm de chuvas a partir do próximo sábado. O instituto divulgou, inclusive, as possibilidades de chuvas para Montes Claros: 76% de chance de chover 5mm no sábado (14), 94% de chance de chover 4mm no domingo, 6% de chover 7mm no dia seguinte, 80% de chover 9mm na terça-feira e 60% de chance de chover 10mm no dia 19.

Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, duas frentes frias importantes são esperadas para chegar ao Brasil dentro dos próximos 15 dias. A primeira deverá ter uma atuação forte sobre a região Sul, devendo causar mais temporais. Esta frente fria começa a atuar, de acordo com a especialista, nesta terça-feira (10). Já a segunda frente fria deverá avançar rapidamente sobre o Sul e Sudeste, a partir do dia 14, chegando ao Norte de Minas, Espírito Santo e à Bahia entre os dias 15 e 16. Entretanto, o calor deverá continuar incomodando a população nos próximos dias em Montes Claros. A temperatura máxima deverá oscilar entre 33ºC e 40ºC, a mínima entre 18ºC e 23ºC e a umidade relativa do ar entre 12% e 84%.

O calor aumentou na tarde de sexta-feira (6) em várias áreas do Norte de Minas Gerais e do Nordeste do País, quando a temperatura chegou a 40.3ºC em Montes Claros, com o registro de mínimas de 25.8ºC no sábado. No dia 5, sete cidades tiveram temperaturas máximas iguais ou maiores do que 40°C, mas na sexta-feira, 21 cidades ficaram com esta condição. A maior temperatura no País, na medição automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foi Ibotirama, na Bahia, com 42,4°C. Esta temperatura está entre as 20 mais elevadas já registradas oficialmente no Brasil. Segundo o instituto, a maior temperatura no país até de 44,7°C e ocorreu em Bom Jesus do Piauí, em 21 de novembro de 2005.

MUNICÍPIOS DO NORTE DE MINAS EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
 
Os municípios do Norte de Minas em situação de emergência são Bocaiúva, São João do Pacuí, Gameleiras, Ubaí, Francisco Dumont, Varzelândia, Januária, Olhos D’Água, Juvenília, Joaquim Felício, Ibiaí, São João da Ponte, Rio Pardo de Minas, Espinosa, Jequitaí, Indaiabira, Itacarambi, Montezuma, Serranópolis de Minas, Japonvar, Mato Verde, Josenópolis, Curral de Dentro, Cônego Marinho, São João da Lagoa, Pirapora, São João das Missões, Botumirim, Bonito de Minas, Santa Fé de Minas, Brasília de Minas, São Francisco, Chapada Gaúcha, Ponto Chique, Capitão Enéas, Santa Cruz de Salinas, Taiobeiras, Luislândia, Ibiracatu, Águas Vermelhas, Vargem Grande do Rio Pardo, São João do Paraíso, Lontra, Padre Carvalho, Riacho dos Machados, Claro dos Poções, Lassance, Matias Cardoso, Grão-Mogol, Buritizeiro, Cristália, Coração de Jesus, Pedras de Maria da Cruz, Salinas, Riachinho, Engenheiro Navarro, Várzea da Palma, Catuti, Montes Claros, Ninheira, Itacambira, Divisa Alegre, Cachoeira de Pajeú, Pai Pedro, Juramento, Janaúba, Nova Porteirinha, Santa Fé de Minas e Berizal.


Fonte: Jornal de Noticias de Montes Claros


Sistema Sedinor/Idene se une ao Sebrae para promoção do artesanato mineiro

Com o objetivo de contribuir para reforçar a imagem e identidade do artesanato do Norte e Nordeste de Minas Gerais, o sistema Sedinor/Idene dará apoio à divulgação da 4ª edição do Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato. A intenção é identificar os empreendedores individuais, grupos de produção artesanal, micro e pequenas empresas, associações e cooperativas com potenciais para concorrerem à premiação. 
Nas três últimas edições, 19 mineiros foram premiados no Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato, num reconhecimento às melhores práticas de artesanato do país. Com a parceria firmada, o intuito é aumentar o número de participantes, em especial do Norte e Nordeste de Minas Gerais, já que a Secretaria possui uma relação direta com os artesãos da região, por meio do programa Artesanato em Movimento.

Conheça o prêmio Sebrae TOP 100

Tem o objetivo de promover o artesanato brasileiro e reconhecer as 100 unidades produtivas mais competitivas do país. Para participar, é preciso ser formalizado e ter um CNPJ, que pode ser próprio ou coletivo. Os candidatos devem enviar fotos de três produtos confeccionados na unidade de produção, uma foto das embalagens utilizadas e duas fotos do local da produção, totalizando seis fotos. Também devem preencher o questionário disponível no endereço eletrônico top100.sebrae.com.br. Os inscritos com as melhores pontuações passam para a fase seguinte e receberão a visita de consultores.

As 100 melhores unidades produtoras de artesanato serão escolhidas com base em 11 critérios: práticas de inovação, qualidade dos produtos, identidade e compromisso cultural, embalagem, condições de trabalho, sustentabilidade ambiental, organização da produção, adequação econômica dos produtos, práticas comerciais, responsabilidade social e planejamento e gestão.

A cerimônia de premiação acontecerá no Rio de Janeiro, em julho de 2016. Além do reconhecimento nacional, os 100 vencedores terão oportunidade de expor seus produtos em quatro eventos comerciais de expressão nacional.

Eles poderão ainda usar o selo "Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato - 4ª Edição" por até o fim de 2019 e divulgar seus trabalhos no catálogo do prêmio.

Em sua primeira edição, realizada em 2006, o Prêmio Sebrae TOP de Artesanato recebeu 585 inscrições. Na última edição, em 2011 foram 1.826 inscritos, sendo Minas Gerais o estado com o maior número de participantes, 141.

Inscrições para 4ª edição Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato
Data: até 15 de dezembro de 2015


Fonte: Sedinor