quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Aplicativo ajuda pecuaristas de Minas Gerais a comprar touros para melhoria do rebanho

Pecuaristas interessados em comprar touros de qualidade genética superior para a melhoria do rebanho podem usar o celular para conferir a oferta de animais em todo do Estado. A novidade, lançada pela Emater-MG em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), faz parte do programa Pró-Genética, que tem o objetivo de facilitar a aquisição de animais de alto padrão,  principalmente por pequenos e médios produtores.

Desde que o Pró-Genética foi criado pelo governo de Minas Gerais e ABCZ, a forma mais usual de aquisição dos animais reprodutores é nas feiras e leilões de touros organizados pelo programa em todo o estado. Mas a partir deste ano, existe também a opção digital, com a criação do aplicativo ABCZ Mobile, que pode ser instalado em smartphones e tablets. O aplicativo é gratuito e está disponível para os sistemas operacionais iOS e Android.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Minas lança campanha de sensibilização quanto à escassez hídrica no São Francisco

Cenário de muitas obras ficcionais da literatura, música e cinema, o Rio São Francisco não somente encanta pela sua exuberância e bagagem histórica e cultural. As margens do chamado rio da integração nacional também são indispensáveis para o equilíbrio ambiental, além de importantes vetores de desenvolvimento econômico, turístico e social. Por esses motivos é que o Governo de Minas Gerais lança campanha informativa de sensibilização sobre a escassez hídrica na bacia do Rio São Francisco.

Neste contexto, o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) realiza o I Prêmio de Boas Práticas “Salve o Rio São Francisco”, com inscrições abertas até 13 de setembro de 2017. Podem participar pessoas físicas ou jurídicas, empreendedores, instituições privadas e públicas e ONGs que executem ou tenham executado práticas ou projetos de autoria própria, nos municípios de Minas Gerais localizados na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, que atendam aos critérios do edital e possuam regularização ambiental.

Quatro categorias serão premiadas: Empresas ou indústrias; Produtor rural; Prédios do poder público; Cidadão. Basta que o candidato tenha realizado uma ação destacável de uso otimizado da água do Velho Chico. Acesse aqui o edital.

O analista ambiental do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Heitor Soares Moreira, convoca todos para uma abrangente mobilização. “Por mais que os órgãos responsáveis estejam se preparando, precisamos que cada cidadão abrace também a causa, se sinta sensibilizado e envolvido. Não importa o uso que ele faça da água, se é irrigante, industriário, criador de gado ou apenas para consumo próprio. Dependemos da disposição de cada um para nos ajudar. Por isso, a aproximação para uma grande força tarefa efetiva e abrangente”.

Participam das iniciativas o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Parceria com a Fiemg

Em ação conjunta com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o Sisema irá realizar, em seis cidades do estado, o workshop “Uso das águas na indústria e a convivência com a escassez hídrica”.

Os encontros serão destinados aos industriários no sentido de sensibilizá-los quanto ao à escassez hídrica, bem como apresentar caminhos para um uso mais racional da água, com detalhamento de boas práticas.

Confira datas e locais:

6/9 - Belo Horizonte
19/9 - Montes Claros
22/9 – Divinópolis
26/9 - Patos de Minas
10/10 - Governador Valadares
11/10 - Ipatinga

Fonte: IGAM

IMA exporta tecnologia para o controle de agrotóxicos na lavoura e no comércio

O analista de sistemas do IMA, Bruno Câmara, foi o responsável pela criação do Sicca. Ele explica que o sistema faz todo o mapeamento do uso de agrotóxicos em todo o estado. "Cada agrotóxico tem uma classe toxicológica e o mapeamento tem a função de controlar as classes certas para as determinadas culturas, preservando o meio ambiente", explica.O Sicca permite que os dados da rota comercial do agrotóxico do comércio ao campo sejam rastreados. Permite verificar, também, se o produtor rural está comprando o item correto para sua lavoura.

"O Sicca melhorou muito a rotina do fiscal agropecuário na medida em que ele não precisa mais se locomover até os estabelecimentos para consultar a movimentação dos produtos agrotóxicos, tendo total controle dos estoques por meio da plataforma digital. Ou seja, com o sistema é possível identificar com mais precisão a gestão de vendas desses estabelecimentos e as compras realizadas pelos produtores, possibilitando identificar possíveis infrações", argumenta Câmara.

Registro online quadruplica regularização de pequenos usos da água em Minas

Quem guarda sempre tem, diz a sabedoria popular. Seguindo a máxima, alguns recursos carecem de um controle com afinco para um uso prolongado. Dentro dessa lista, está a água. Por isso, o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) modernizou a regularização dos pequenos usos de água. Desde maio, o cadastro é online e gratuito, o que ocasionou um aumento expressivo de quase 400% de adesão dos usuários.

Frank Martins, técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado Minas Gerais (Emater-MG), salienta que a iniciativa economiza tempo e dinheiro do cidadão mineiro. “Antes, para fazer o mesmo registro o produtor rural precisava ir a Belo Horizonte no mínimo duas vezes, pela burocracia, e ainda pagar uma taxa. Hoje, bastam apenas alguns minutos à frente do computador para que o procedimento seja realizado por completo. E melhor, gratuitamente”, diz Martins. O técnico ainda conta que desde maio ajudou algumas pessoas a fazer o cadastro. “Quem tinha dúvida chegava lá no escritório da Emater onde trabalho (na cidade de Sete Lagoas) e eu orientava até a emissão do certificado, que é instantânea”, conta.

A média de cadastros mensal antes do processo online era de 2.144, e, em junho o número foi de 8.483. Desde o lançamento sistema, em 25 de maio, até o dia 19 de julho último, foram emitidas 10.700 certidões, uma média 273 certidões por dia útil. Para ser obrigatório o cadastro, o produtor precisa usar 1 litro de água por segundo. Isso na região de Sete Lagoas, Território Metropolitano, pois o limite é estabelecido levando em consideração a abundância de cada região.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Governador sanciona lei que regulamenta a assistência estudantil na Uemg e Unimontes

O  governador Fernando Pimentel sancionou a Lei nº 22.570, que regulamenta políticas públicas voltadas para a democratização do acesso e para a promoção de condições de permanência dos estudantes nos cursos – técnicos de nível médio, de graduação e pós-graduação – mantidos pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). A sanção foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais, na edição da quinta-feira 06/07.

Pela proposta, cada uma das duas instituições de ensino superior deverá reservar um percentual de vagas (mínimo 45%) para os grupos de candidatos de baixa renda que sejam egressos de escola pública, sendo parte dessas vagas reservadas para negros e indígenas, e outro percentual de vagas (mínimo 5%) para pessoas com deficiência.

A lei permite, ainda, destinar vagas específicas para candidatos que pertençam a comunidades quilombolas ou a outros povos ou comunidades tradicionais, bem como para a inclusão de negros, indígenas e pessoas com deficiência nos programas de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado. Os editais dos processos seletivos da Uemg e da Unimontes vão especificar o número de vagas reservadas para todas as categorias de candidatos e os requisitos exigidos para concorrer à vaga.

Na época do envio da proposta à Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), em março deste ano, Fernando Pimentel ressaltou que o objetivo da medida é reforçar uma política pública afirmativa. “Estamos garantindo que o Estado fará o aporte e, aí sim, tornará efetiva as políticas públicas que a gente considera justas”, enfatizou. De acordo com lei, uma nova revisão do sistema de reserva de cotas acontecerá daqui 10 anos.
O subsecretário de Ensino Superior da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes), Márcio Rosa Portes, salienta que o decreto é fruto de uma construção coletiva. “Importante destacar que a lei, no formato que está, foi uma construção coletiva, todos tiveram a oportunidade de falar. Ouvimos todos os segmentos, inclusive os movimentos estudantis e os professores", frisa o subsecretário, que participou ativamente das tratativas para a definição do conteúdo do decreto.

Assistência estudantil

A Lei nº 22.570 também institui, no âmbito da Uemg e da Unimontes, o Programa de Assistência Estudantil, voltado para os estudantes de baixa renda. Com a medida, o Estado quer contribuir para a permanência dos estudantes nos cursos – técnicos de nível médio, de graduação e pós-graduação – e apoiar o desenvolvimento acadêmico, social, cultural e profissional deles, reduzindo a evasão.

Para tanto, o Programa de Assistência Estudantil vai abranger a concessão de auxílios pecuniários e a oferta de serviços voltados para a formação integral e o aprimoramento do desempenho acadêmico, observada a disponibilidade orçamentária. Os auxílios e critérios para a concessão ainda serão estabelecidos em decreto.

“Não adianta ter uma política de cotas e não garantir condições efetivas para o estudante continuar cursando. Muitas vezes ele é obrigado a abandonar o curso porque não tem a bolsa, não tem o recurso necessário”, declarou o governador Fernando Pimentel ao destacar que o Programa de Assistência Estudantil vai tornar efetiva a política de cotas.

O vice-reitor da Uemg, professor José Eustáquio, vê com bons olhos a regulamentação da assistência estudantil. “Com o processo de estadualização, a universidade passou de 6 mil estudantes para mais de 20 mil, incorporando em sua dinâmica novos sujeitos que demandam políticas de assistência estudantil”, destaca.
Nos últimos anos, a Uemg passou por um intenso processo de expansão e interiorização a partir da incorporação de novas unidades em municípios de regiões distintas do estado.

Avanço

A publicação desta lei era uma demanda antiga dos movimentos estudantis de Minas Gerais. O sistema de reserva de vagas já existia na Uemg e Unimontes, tendo sido implantado por meio da Lei 15.259, de julho de 2004. Entretanto, a legislação estava desatualizada e não previa a assistência aos estudantes, o que provocava grande evasão decorrente da vulnerabilidade socioeconômica. Na Unimontes, por exemplo, a evasão chega a 40% dos alunos atualmente.

Segundo o subsecretário Márcio Rosa Portes, a lei de 2004 não havia definido claramente a assistência estudantil. “Fizemos duas coisas: corrigimos o sistema de cotas de forma a torna-lo mais universal, similar ao instituído pelo governo federal. E definitivamente criamos a assistência ao estudante quando regulamentamos o auxílio financeiro, bolsas, que vão ser concedidas”, ressalta. Os valores do auxílio e os pré-requisitos para requisitá-los, bem como as regras de controle e acompanhamento, estão sendo definidos pelo Estado.

O texto completo da Lei nº 22.570 está disponível no Diário Oficial do Estado. 

Fonte: Agencia Minas