terça-feira, 21 de junho de 2016

Cooperativa tem incentivo para beneficiamento de macaúba

Os frutos do cerrado vêm ganhando força no mercado nos últimos anos e um bom exemplo disso é o coco macaúba. Tipicamente brasileiro e com possibilidade de aproveitamento total, a exploração desse fruto está ajudando a ampliar as oportunidades de geração de renda dos agricultores familiares no Norte de Minas Gerais. A região conta com uma unidade de beneficiamento instalada na comunidade de Riacho D’Anta, a 80 km de Montes Claros, com recursos da Fundação Banco do Brasil e de outros parceiros. Na agroindústria são processadas cerca de 20 toneladas do óleo da polpa da macaúba por ano, 25 toneladas de óleo da semente e 18 toneladas do bagaço.

Tudo o que é processado na unidade é resultado do trabalho de 420 extrativistas. Atualmente, a produção do óleo extraído da semente é utilizada na fabricação de cosméticos, sabão em barra, sabão em pó e pasta brilho para alumínio. Com a polpa é fabricado óleo biodiesel e o bagaço é aproveitado na elaboração de ração animal. A maior parte da matéria prima chega das cooperativas e associações da região, como é o caso da Associação Comunitária dos Pequenos Produtores Rurais de Riacho D'antas e Adjacências, também gestora da unidade de beneficiamento. A entidade já recebeu investimento social de R$ 258 mil da Fundação BB.

Os associados são moradores dos municípios de Mirabela, Brasília de Minas, Coração de Jesus, Ubaí, São João do Pacuí e Montes Claros. O investimento social da Fundação foi destinado para compra do maquinário da unidade de beneficiamento, caminhão, recuperação do riacho d’antas, construção de barraginhas para captação de águas pluviais e viveiro de mudas. De acordo com o presidente da associação, Hermes Fonseca, nos últimos anos, a entidade se transformou num centro de referência e de pesquisa, que despertou o interesse de muita gente. “Aqui recebemos visitas de universitários, professores e pessoas comuns interessadas em conhecer o trabalho e até pesquisadores de outros países, como México e Moçambique”, disse.

SUPORTE
 
Por meio da Central do Cerrado, uma iniciativa sem fins lucrativos estabelecida com 35 organizações comunitárias, que funciona como uma ponte entre produtores e consumidores, os produtos chegaram até o Mercado Municipal de São Paulo. Lá, em um box que tem a parceria do Instituto ATÁ, Fundação BB e Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), são comercializados itens típicos do Cerrado e da Caatinga. “Com essa iniciativa queremos dar sustentabilidade ao projeto e evitar o êxodo rural. Trabalhamos para manter nossos jovens no campo e evitar que eles saiam pra a cidade grande em busca de oportunidades”, concluiu Hermes.


Fonte: Jornal de Notícias

Agricultores de MG recebem apoio para vender e gerir negócios


Atravessar a rodovia BR-116 de Vitória da Conquista, na Bahia, até Itaobim, município localizado na parte média do Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, é contemplar uma paisagem semiárida composta por montanhas exuberantes e a vida simples no campo.

Apesar da seca e das dificuldades logísticas, a agricultura familiar prospera. Isso porque as famílias de agricultores da região estão formando parcerias e, com assistência técnica e de gestão, têm acesso a um mercado institucional de R$ 825 milhões por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

O valor corresponde à verba mínima de 30% repassada às 19 prefeituras da região para aquisição de alimentos da agricultura familiar. Neste ano, o Pnae vai injetar R$ 3,8 bilhões, e a agricultura familiar do país poderá abocanhar R$ 1,14 bilhão.

"Apesar da seca e das dificuldades logísticas, a agricultura familiar prospera"

José Demerval de Avelar Júnior, de 34 anos, é um dos agricultores familiares que aderiram ao programa. Há dois anos, fornece maracujá, melancia, mandioca, milho, quiabo, abóbora, tomate, cenoura, beterraba e feijão para a merenda de seis escolas estaduais e 12 municipais da pequena Itaobim, município com pouco mais de 20 mil habitantes.

Ele conta que o maior desafio, além da estiagem, sempre foi a comercialização da produção. Hoje, isso não é mais problema, diz ele, que semanalmente entrega cerca de 2.200 quilos de alimentos no galpão de armazenagem das secretarias de Educação.


No orçamento familiar, de acordo com a esposa, Kélia Gusmão de Avelar, de 34 anos, isso representa uma receita mensal de pelo menos R$ 5 mil. “Quando as vendas eram realizadas em feiras livres, nossa renda não atingia R$ 2 mil”, diz Kélia. “Antes de entrar para o Pnae, não tínhamos controle da produção e tampouco noção do que fazíamos.”

O casal lembra que foi com o apoio de técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) que eles aprenderam, por exemplo, o que são planilhas, a fim de acompanhar a rotatividade de culturas e calcular o custo de produção.

Atualmente debruçados sobre um projeto de expansão da lavoura, Kélia e Avelar Júnior programam investir R$ 400 mil. A proposta é também expandir a comercialização para outros municípios da região. Para isso, é claro, ele conta com o empenho de toda a família, que também é composta pelos dois filhos, Ana Luiza, de 10 anos, e José Henrique, de 7, além dos sogros e três cunhados.

Muita conversa

Com mão de obra familiar e custo de produção praticamente zero, já que o adubo é produzido em casa, a família projetou ampliar a área cultivada de 6 para 20 hectares. Na propriedade rural, que possui 40 hectares, os Avelar também pretendem plantar banana. A verba para isso, segundo eles, virá por meio do Programa Nacional do Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).




Mas, para atingir esse patamar de organização e planejamento, vão-se dezenas de visitas técnicas, muita conversa e, especialmente, cursos de capacitação. Galvão Borel Emerick, agente regional do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG), diz que o maior desafio é convencer O agricultor. “Mas, depois que eles entendem que o nosso objetivo é ajudar a melhorar a renda, participar de cursos se torna rotina”, diz ele.

Após convencer os agricultores familiares a se profissionalizar, o Sebrae-MG, em parceria com a Emater, realiza seminários sobre técnicas de convivência com a seca, como explorar o mercado institucional, além da gestão da produção e da propriedade rural. “Normalmente, os agricultores familiares não sabem como vender nem quanto lucram”, diz Eme-rick. Em Itaobim e região, 250 famílias de agricultores foram capacitadas neste ano. No Estado mineiro, foram quase 2 mil.

Outro agricultor familiar que aprendeu com as parcerias foi Amadeu Mendes Braga, de Santana do Araçuaí, município de Ponto dos Volantes, a 22 quilômetros de Itaobim. Com os pés fincados na terra desde criança, Braga, de 63 anos, diz nunca ter vivido um cenário de tanto desenvolvimento no campo.

Ele lembra que houve uma época em que o artesanato era a garantia de renda. “A lavoura era apenas de subsistência”, diz o filho da artesã Izabel Mendes da Cunha, que ficou conhecida como a Bonequeira do Vale do Jequitinhonha.

A queda nas vendas de artesanato, há cinco anos, levou o agricultor a apostar na lavoura. No primeiro ano, a produção de laranja, tangerina e carambola, que ele ainda cultiva em quase 1 hectare, garantia uma renda mensal de R$ 600. Atualmente, com as vendas de 400 quilos de cada fruta, a R$ 2 por quilo, o agricultor tem uma renda mensal de R$ 2.400.

Como ocorre em todas as propriedades familiares da região, ele mesmo produz o adubo e, na lavoura, conta com um ajudante geral, pelo qual ele desembolsa mensalmente R$ 980, a uma diária de R$ 35.

Para Lucianara Vieira, gerente regional da Emater em Almenara, a participação da agricultura familiar no canal de comercialização do Pnae é uma oportunidade para desencadear nos municípios uma nova dinâmica que extrapola as questões de compra e venda de alimentos.

“O programa torna os agricultores aptos a acessar outros canais de comercialização, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, diz Lucia-nara. Em 2014, a Emater-MG atendeu mais de 16 mil agricultores familiares, sendo quase 6 mil nos municípios do médio Jequitinhonha.

Política sexagenária

Marcelo Piccin, diretor de geração de renda da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), explica que o Pnae, uma das políticas públicas mais consolidadas no país, completou 60 anos em 2015. “A demanda escolar brasileira por alimentos ultrapassa, por exemplo, a população da Argentina (de 40 milhões de habitantes). No Brasil, são quase 60 milhões de estudantes nas escolas públicas”, diz Piccin.

Sara Souto Lopes, da Divisão de Agricultura Familiar da Coordenação da Alimentação Escolar, do FNDE, órgão responsável pelo repasse de verba do Pnae às secretarias de Educação municipal e estadual, considera necessárias mais ações das prefeituras para aumentar a adesão da agricultura familiar, posto que o processo de participação é por meio de chamada pública. “Não há licitação. A chamada pública é uma modalidade de comercialização menos burocrática”, diz Sara.

“Embora a adesão venha crescendo, ainda não atingimos nossa meta de 30% de repasse à agricultura familiar”, diz ela. Em 2014, o FNDE repassou cerca de R$ 1 bilhão, mas foram registradas vendas de apenas R$ 710 milhões. Em 2010, primeiro ano de obrigação dos 30%, foram destinados apenas R$ 150 milhões. Em 2011, foram R$ 235 milhões; no ano seguinte, R$ 367 milhões. Em 2013, R$ 580 milhões.

"A demanda escolar brasileira por alimentos ultrapassa, por exemplo, a população da Argentina"

É de olho nessa verba que a prefeitura de Ponto dos Volantes está oferecendo, sem custos, 20 hectares para cultivo, trator, insumo, assistência técnica e até sementes. Segundo o prefeito Cândido Ferraz (PSDB), a intenção é aumentar a produção local e investir 80% do recurso do Pnae na agricultura familiar.

Gabriel Nunes Borges é um dos 26 agricultores que participam do programa no município. Acompanhado pela esposa, Aurentina Vitória da Conceição, o agricultor fornece, há quatro anos, mandioca, milho e hortaliças às escolas de Santana do Araçuaí.

Na propriedade, com 32 hectares, ele planeja faturar, anualmente, R$ 20 mil com o Pnae. Para isso, vai dobrar a produção. Hoje, em 1 hectare, o agricultor colhe 600 quilos de milho e 2.500 quilos de mandioca por safra, além das hortaliças. Todo final de mês ele recebe quase R$ 2 mil. “Agora, vou investir R$ 5 mil na compra de uma roda d’água para puxar água do Rio São João e melhorar a irrigação”, diz o agricultor. “Quero crescer e continuar abraçando todas as oportunidades que o vale pode oferecer.”


Fonte: Globo Rural


terça-feira, 17 de maio de 2016

Unimontes analisa bactéria multirresistente em casos de infecções


Foto: Christiano Jilvan Ascom | Unimontes
Infecções Relacionadas à Assistência a Saúde (IRAS) são objeto de uma pesquisa desenvolvida no âmbito do programa de mestrado em Biotecnologia, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Com foco no “Acinetobacter baumannii”, micro-organismo de baixa virulência, mas com grande tendência a multirresistência às drogas que acomete pacientes hospitalizados que se encontram imunocomprometidos e/ou multi-invadidos por dispositivos e procedimentos terapêuticos, o estudo é de autoria da professora Adriana Amaral Carvalho.

A partir da pesquisa foi elaborado um artigo científico, selecionado para publicação no periódico internacional “Genetics and Molecular Research” – GMR –  organizado pela Fundação de Pesquisas Científicas de Ribeirão Preto (Funpec-RP). O título do trabalho é “Caracterização e Epidemiologia Molecular de Isolados Nosocomiais de Acinetobacter spp. Extensivamente Resistente a Drogas”.

“A dissertação evidencia uma situação de extrema gravidade em nível global: a questão das IRAS por Acinetobacter baumannii multirresistente; e sinaliza a necessidade de medidas de intervenção urgentes e efetivas nos níveis local, regional, nacional e global para enfrentamento do problema”, avalia a autora.

Médica graduada pela UFMG, docente do Departamento de Saúde da Mulher e da Criança da Unimontes, a pesquisadora considera a questão abordada como “de grande relevância social”. Além disso, destaca que o estudo e a titulação que acaba de obter no mestrado em Biotecnologia representam uma grande conquista pessoal: “o mestrado me permitiu a ampliação do conhecimento sobre o tema, especialmente nas áreas de Microbiologia, Biologia Molecular e Infectologia, além de experimentar técnicas e práticas laboratoriais não habituais na minha rotina profissional”, enfatiza.

Adriana foi orientada pela professora doutora Alessandra Rejane Ericsson de Oliveira, que enaltece a relevância do trabalho de pesquisa. “Esta dissertação foi de grande importância para conhecimento do perfil de resistência a drogas do A. baumannii e a epidemiologia molecular no Hospital onde o trabalho foi realizado. Os resultados obtidos poderão servir de linha de base para a tomada de decisão a respeito de IRAS no local”.

Sobre o Mestrado

O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia/Unimontes foi implantado em 2011, com o objetivo de qualificar profissionais no desenvolvimento de atividades técnicas e científicas para a geração de produtos e processos inovadores. Outros objetivos são a criação de empresas de base tecnológica e a capacitação de docentes de nível superior.

O caráter multidisciplinar é um dos diferenciais do curso, com a participação de graduados nas áreas de Biologia, Farmácia, Biomedicina, Medicina, Enfermagem, Medicina Veterinária, Engenharia de Alimentos, Ciências da Computação, Agronomia, Engenharia Ambiental, Engenharia Química, Engenharia Elétrica, Direito e Administração.

A orientadora destaca que o mestrado em Biotecnologia apresenta resultados expressivos na formação de recursos humanos para a Universidade. “Não somente professores têm buscado a continuidade dos estudos ao ingressar no Mestrado, mas também técnico-administrativos, que vislumbram na Biotecnologia um promissor mercado de trabalho”, observa Alessandra.

Por sua vez, o pró-reitor de Pós-Graduação da Unimontes, professor Hercílio Martelli Júnior destaca a importância da formação de docentes e técnicos com título superior por programas próprios ou externos à Universidade. “Este é um fator que alavanca o pensar científico alargando as fronteiras do conhecimento e de sua produção”, considera o pró-reitor.

A opinião é compartilhada pela coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Unimontes, professora Vanessa Andrade Royo. “O programa cumpre o objetivo de formação de recursos humanos não somente para a Unimontes, mas também para outras instituições de ensino superior e diferentes setores como o industrial”, conclui o professor Hercílio.


Fonte: Sectes


Norte mineiro cobra pesquisa em gramíneas transgênicas para o semiárido

Produtores rurais do norte de Minas aguardam, há quase uma década, o início de pesquisa prometida pela Epamig para o desenvolvimento de forragens e gramíneas resistentes à seca. Segundo o vice-presidente do SISTEMA FAEMG e presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Montes Claros, Ricardo Laughton, há mais de oito anos, o Sindicato cedeu terreno à Epamig para implantação da Fazenda Experimental, já em plena atividade. Como contrapartida, solicitou a priorização de pesquisa em transgenia para gramíneas mais resistentes, dando novo fôlego à pecuária extensiva, principal atividade do agronegócio no semiárido mineiro.
 
“Este trabalho ainda não foi iniciado e é o grande sonho dos produtores rurais da região. Não há outra alternativa, não adianta trazer mudas diferentes de diversas partes do mundo”. Ricardo Laughton lembra ainda que Minas e o Brasil têm avançado muito na área de transgenia, com grande sucesso na produção de soja, milho, feijão, e outros produtos: “Mas não há nenhum trabalho com gramíneas. Fizemos um estudo e sabemos que essa tecnologia tão necessária é absolutamente viável”.
 
Segundo o estudo, feito pela Fundetec (Fundação de Desenvolvimento Tecnológico e Científico da Agropecuária Norte Mineira), o desenvolvimento de uma gramínea transgênica de boa produtividade e alta resistência à seca, poderia ser obtido com a transferência dos genes de resistência à seca do capim búfalo (Cenchrus ciliares) para o já consagrado braquiarão (Brachiaria brizantha). O capim búfalo sobrevive com precipitação de 300 a 400 mm ao ano, mas exige solos muito férteis e não é capaz de conferir um bom ganho de peso durante os longos meses de seca que anualmente fragilizam o rebanho. Já a braquiária engorda bem o gado na seca e sobrevive em solos de baixa fertilidade, mas exige uma precipitação mínima de 1000mm/ano, bem distribuídos.
 
A proposta apresentada prevê a consolidação de uma força-tarefa entre Epamig, Universidade Federal de Viçosa (UFV), o INAES/FAEMG e o Sindicato de Produtores Rurais de Montes Claros. “A ideia é que Minas possa liderar o Brasil no resgate sócio econômico do semiárido norte mineiro e nordestino, região que se distribui por dez estados e que possui uma população de 23 milhões de brasileiros”, explica Ricardo Laughton.
 
Segundo ele, a UFV poderia coordenar o trabalho de isolamento do gen do capim búfalo, uma vez que possui pesquisadores do mais alto nível que já se dedicam ao trabalho com transgênicos, tendo já alcançado sucesso em isolar o gen de resistência à seca da soja.  Ricardo Laughton explica que a atuação da UFV possibilitaria, ainda, que o projeto fosse abordado em duas frentes independentes: “Na primeira, se isolaria o gen do capim búfalo para se utilizar na braquiária. Na segunda, para se ganhar tempo, já se iniciaria a transformação da braquiária com o gen da soja isolado pela UFV. Assim, já se teria, quase que imediatamente, uma espécie transgênica com que se enfrentar a adversidade constante do semiárido”.


Fonte: Sistema Faemg.


Informe Agropecuário da Epamig aborda cultivo da bananeira


A bananicultura é uma atividade presente em todo o território nacional, com grande importância sócio econômica para vários polos produtivos, em sua maioria localizados em regiões com limitações climáticas e de desenvolvimento, onde tem forte apelo social pela geração de emprego e renda. Diante disso, a nova edição da Revista Informe Agropecuário tem como tema: Cultivo da bananeira, que visa o desenvolvimento da atividade e produção sustentável de bananas.

Os maiores produtores de banana do Brasil são os estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Pará, responsáveis por mais de 60% da produção nacional. Em Minas Gerais, cerca de 50% da produção de bananas provém da região Norte. O uso mais intensivo de tecnologias tem contribuído para esse desempenho, tendo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e instituições parceiras, importante participação com o desenvolvido de pesquisas com essa fruteira na região desde a década de 70.

Esta edição do Informe Agropecuário disponibiliza conhecimentos sobre tecnologias adequadas de cultivo para cada condição de produção e ecofisiologia, bem como técnicas de pós-colheita, para conservação dos frutos e informações sobre mercado e comercialização da bananeira. A publicação teve a coordenação dos pesquisadores da Epamig Maria Geralda Vilela Rodrigues e Mário Sérgio Carvalho Dias e do professor do Instituto Federal Baiano (IF Baiano) Sérgio Luiz Rodrigues Donato.

De acordo com a pesquisadora Maria Geralda Rodrigues, os temas tratados nesta edição foram discutidos durante o 8º Simpósio Brasileiro sobre Bananicultura, realizado no ano passado. "Questões como restrição hídrica, em função das mudanças climáticas e o aumento do custo de produção, por exemplo, são assuntos de interesse do produtor e que a pesquisa, realizada em parceria entre diversas instituições, tem como desafio na busca de alternativas e soluções para o desenvolvimento do setor", explica.

Lançamento

A nova edição da revista Informe Agropecuário "Cultivo da bananeira" será lançada, no dia 19 de maio, a partir das 19h, no auditório da Epamig Norte, em Nova Porteirinha.

Durante o lançamento, pesquisadores irão palestrar sobre adubação,  irrigação,  ecofisiologia e manejo da bananeira ‘Prata Anã’ cultivada sob irrigação no semiárido. Temas esses abordados nesta edição do Informe Agropecuário, e de interesse para o produtor do Norte de Minas. Os palestrantes são especialistas e autores de capítulos desta edição: Polyanna Mara de Oliveira, José Tadeu Alves da Silva - ambos pesquisadores da Epamig, e Sérgio Luiz Rodrigues Donato (IF Baiano).

A entrada no evento de lançamento do Informe Agropecuário "Cultivo da bananeira" é gratuita. A regional EPAMIG Norte fica na Rodovia MGT 122 km 155. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (38)3834.1760.


Fonte: Seapa / MG.